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domingo, 21 de março de 2010

Bater no fundo...


Nuno foi o bode espiatório do começo de uma terrível exibição do Porto, no Algarve: SL Benfica 3 - 0 FC Porto.
A copiosa derrota é totalmente justa num cenário de desalento, falta de alma, mas sobretudo falta de atitude de uma equipa e de um treinador à deriva.
O displante da noite veio directamente do discurso erudito e satisfeito de Jesualdo Ferreira: "Nenhuma equipa foi superior a outra!". Elementar meu caro Watson... A mea culpa de uma equipa frágil, banal e sem estratégia era o minimo que Jesualdo devia explicitar quando se dirigiu aos adeptos, mas não a culpabilização decorre sempre de factores exógneos à equipa. Argumentos de tuta e meia já não convencem adeptos com o terrível hábito de ganhar. Fim de um ciclo (excessivamente) eterno, que tem desmoralizado e descredibilizado jogadores de calibre (onde está o Ruben Micael do CDN?). Pinto da Costa já terá uma palavra a dizer, para breve, aguardamos nós, verdadeiros portistas.





P.S. Parabéns ao Jorge Jesus, pela atitude de um treinador sem papas na língua, mas com um imenso arsenal táctico que engoliu o pouco didáctico Prof. Jesualdo Ferreira.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Bolatti num grande europeu? Não surpreende...


Contratado ao Belgrano, após um duelo empresarial ganho ao Deportivo, o FCPorto do eloquente Prof. Jesualdo Ferreira, face à escassa utilização do volante argentino, cedeu-o ao Huracan, no inicio da época argentina, que, juntamente com Javier Pastore (o ideal substituto de Lucho Gonzalez...), fez as delícias dos adeptos alvi-celetes no Torneio Clausura da época passada, e quase levou o clube ao título argentino. Face às convincentes e portentosas exibições, Maradona chamou-o à selecção, onde jogou, marcou e convenceu.
Hoje, fala-se da sua ida para clubes como Barcelona, Villareal, Palermo ou Lázio. Admirados? Não, de todo.
A tipologia do futebol argentino, e especificamente do Huracan, favorecem o futebol de Bolatti. A táctica dos dois volantes é um modelo frutífero no futebol sul americano. Contudo, esta ideia parece passar pela cabeça de um ilustre campeão mundial, um equipa que fez história ao ganhar tudo numa época: obviamente, o Barcelona de Guardiola. Curioso, no mínimo. Mas facilmente explicável, futebolísticamente. O Barça joga com um triângulo de meio campo, em que Yaya Touré perdeu espaço pela sua pouca amplitude atacante, em detrimento de Busquets. Ora, no Barça a melhor defesa é o ataque e a sua pressão constante e desmesuravel posse de bola. Bolatti, não sendo um 6 puro, mas também não sendo um 8, seria um bom tónico competitivo para Busquets, na altura que se fala da saída de Touré. É um box-to-box versátil, um cabeça de área, falando português do Brasil, que poderia dar a cobertura que Iniesta e Xavi precisam na construção criativa do ataque blaugrano.
No Porto, as suas qualidades não são apreciadas, pelo insistente modelo táctico do nosso erudito treinador. Bolatti teria, neste Porto, um papel bem mais preponderante do que têm Guarín ou Tomás Costa, ajudando Fernando a defender, apoiando e libertando Meireles para tarefas defensivas, e alternando com Bellushi em jogos de maior ou menor grau de dificuldade e vasculação ofensiva.
De qualquer das formas, Bolatti afigura-se o negócio mais insólito do inverno azul e branco, se se consumar a sua mudança para algum dos clubes de dimensão europeia (ou de outra galáxia, como o Barcelona).
Carrega Jesualdo! Longa vida à gestão desportiva do staff técnico portista!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Clássico Benfica-Porto: relatos do futuro de Jesualdo Ferreira


Caro Jesualdo Ferreira (futuro ex-treinador do FCP):

Escrevo-lhe em formato epistolar, numa carta aberta a todos os portistas, e a todos os adeptos de bom futebol.
Confesso que hoje vi jogar um dos piores Portos dos últimos 5 anos futebolísticos, apenas a derrota no Emirates Stadium me salta da retina como a mais clamorosa derrota táctica, técnica e futebolística dos últimos anos da saga azul e branca. Curiosamente ou não, foi sob a sua batuta que o Porto sucumbiu às mãos dos gunners.
Voltando à (preocupante) realidade, gostava, em primeiro lugar, saber onde esteve o FCPorto nos primeiros 45min do jogo da Luz? Mais... Aquele individuo, Silvestre Varela quiçá o jogador mais eficaz na Liga, em termo de golos, contratação portuguesa, a custo zero, e que tem vindo a "galvanizar" a equipa a cada exibição que pontifica ao serviço do Porto? Esteve ele no banco da Luz porquê? Pelo golo do Hulk em Madrid? Pela produtividade quase nula de Rodriguez nos últimos jogos?
Mais questões curiosas, o seu discurso surtiu algum efeito (ou efeito Varela) ao intervalo, que curiosamente coincidiu com a saída de Guarín. Ok, eu apostei em Guarín para jogar em Stamford Bridge, porque lidar com matulões como Ballack, Lampard ou Essien, seria uma tarefa inglória para Belluschi... Mas porquê hoje no onze inicial? Contentava-lhe o empate? Perder por poucos? Travar o caudal ofensivo do Benfica?
Tenho a ditar-lhe uma conclusão, que tão erudita e estupidamente não retirou deste jogo, aquando das declarações no flash interview após o jogo, o Porto fez um jogo horrível, tacticamente. As substituições de Hulk por Farías, e de Meireles por Bellucshi aos 79min foram o culminar da certeza de uma premissa cada vez mais presente de todos os portistas: a sua incompetência como treinador.
Em Madrid, todos disseram que o Porto fez uma demonstração de força e classe à Europa. Eu discordei categoricamente, porquê, pergunta-se? Eu faço o favor de explicar. O Porto poderia ter ganho por números ainda mais históricos e expressivos, mas aos 70min de jogo o senhor (porque para professor a sua didáctica sempre foi questionável) desistia do ataque e deu ao Atlético a permissão de se esticar no terreno e procurar o tento de honra.
É lamentável a sua falta de ambição, o seu discurso conformista e pouco audaz, nada condizente com a nossa realidade e conquistas. Este Porto, como já referi, é um Porto de serviços mínimos, que pouco satisfaz um fervoroso adepto habituado a um Porto com espírito lutador e de garra, bem à imagem do povo da Invicta. Não defraude mais as expectativas. Se fosse a si, o meu lugar estaria à disposição depois deste paupérrimo jogo na Luz. Siga o conselho de Bento, que advogou ter estado no Sporting meses a mais, e evite estar já há mais de um ano a regredir uma equipa que merece mais do que um treinador medíocre e medroso.

sábado, 31 de outubro de 2009

Uma questão de organização ofensiva



Alguém consegue abrir os olhos ao Jesualdo Ferreira e dizer que o 4-3-3 já não é solução no campeonato português? 45 minutos de avanço em todos os jogos, porquê?
Com a saída de Lucho e Lisandro, peças que eram verdadeiros executantes deste sistema, e que realmente faziam toda a diferença na imputação no relvado da filosofia do 4-3-3, Jesualdo ainda não entendeu que na Liga Sagres o modelo a sustentar e implementar tem que ser forçosamente mais ofensivo.
Com Bellushi a balbuciar depois da lesão, Meireles com mais esforço do que engenho e até Rodriguez pouco acutilante, o Porto torna-se uma equipa banal e sem soluções perante formações mais fechadas e que controlam bem os eixos municiadores do ataque azul e branco. Nem Hulk, o Incrível que foi chamadp ao escrete (será bom ou mau neste momento?), consegue desbravar as defesas tão cerradas.
A desorientação táctica de Jesualdo fica ainda mais patente em situações de desvantagem no marcador. Com a entrada de Falcão, e a consequente saída de Bellushi, o Porto ganhou presença e capacidade de finalização na área, mas perdeu capacidade de definição no último passe. E é essa a grande lacuna deste Porto.
Sem extremos em grande forma, sem usufruto da linha de fundo para cruzamentos, sem uma capacidade nítida de último passe (o Benfica é um exemplo cabal disso neste momento), resta ao Porto elevar a fasquia ao jogar com dois pivots na frente de ataque. Numa Liga em que poucas equipas jogam abertas e para discutir frontalmente o resultado, o Porto tem de pensar em soluções de ataque bem diferentes.


P.S. O Dragão apresenta-se, novamente, como um suplicio, onde a equipa joga sempre sobre brasas e a pressão aumenta a cada jogo menos conseguido e a cada goleada que o Benfica impõe.