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domingo, 21 de março de 2010

Bater no fundo...


Nuno foi o bode espiatório do começo de uma terrível exibição do Porto, no Algarve: SL Benfica 3 - 0 FC Porto.
A copiosa derrota é totalmente justa num cenário de desalento, falta de alma, mas sobretudo falta de atitude de uma equipa e de um treinador à deriva.
O displante da noite veio directamente do discurso erudito e satisfeito de Jesualdo Ferreira: "Nenhuma equipa foi superior a outra!". Elementar meu caro Watson... A mea culpa de uma equipa frágil, banal e sem estratégia era o minimo que Jesualdo devia explicitar quando se dirigiu aos adeptos, mas não a culpabilização decorre sempre de factores exógneos à equipa. Argumentos de tuta e meia já não convencem adeptos com o terrível hábito de ganhar. Fim de um ciclo (excessivamente) eterno, que tem desmoralizado e descredibilizado jogadores de calibre (onde está o Ruben Micael do CDN?). Pinto da Costa já terá uma palavra a dizer, para breve, aguardamos nós, verdadeiros portistas.





P.S. Parabéns ao Jorge Jesus, pela atitude de um treinador sem papas na língua, mas com um imenso arsenal táctico que engoliu o pouco didáctico Prof. Jesualdo Ferreira.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Clássico Benfica-Porto: relatos do futuro de Jesualdo Ferreira


Caro Jesualdo Ferreira (futuro ex-treinador do FCP):

Escrevo-lhe em formato epistolar, numa carta aberta a todos os portistas, e a todos os adeptos de bom futebol.
Confesso que hoje vi jogar um dos piores Portos dos últimos 5 anos futebolísticos, apenas a derrota no Emirates Stadium me salta da retina como a mais clamorosa derrota táctica, técnica e futebolística dos últimos anos da saga azul e branca. Curiosamente ou não, foi sob a sua batuta que o Porto sucumbiu às mãos dos gunners.
Voltando à (preocupante) realidade, gostava, em primeiro lugar, saber onde esteve o FCPorto nos primeiros 45min do jogo da Luz? Mais... Aquele individuo, Silvestre Varela quiçá o jogador mais eficaz na Liga, em termo de golos, contratação portuguesa, a custo zero, e que tem vindo a "galvanizar" a equipa a cada exibição que pontifica ao serviço do Porto? Esteve ele no banco da Luz porquê? Pelo golo do Hulk em Madrid? Pela produtividade quase nula de Rodriguez nos últimos jogos?
Mais questões curiosas, o seu discurso surtiu algum efeito (ou efeito Varela) ao intervalo, que curiosamente coincidiu com a saída de Guarín. Ok, eu apostei em Guarín para jogar em Stamford Bridge, porque lidar com matulões como Ballack, Lampard ou Essien, seria uma tarefa inglória para Belluschi... Mas porquê hoje no onze inicial? Contentava-lhe o empate? Perder por poucos? Travar o caudal ofensivo do Benfica?
Tenho a ditar-lhe uma conclusão, que tão erudita e estupidamente não retirou deste jogo, aquando das declarações no flash interview após o jogo, o Porto fez um jogo horrível, tacticamente. As substituições de Hulk por Farías, e de Meireles por Bellucshi aos 79min foram o culminar da certeza de uma premissa cada vez mais presente de todos os portistas: a sua incompetência como treinador.
Em Madrid, todos disseram que o Porto fez uma demonstração de força e classe à Europa. Eu discordei categoricamente, porquê, pergunta-se? Eu faço o favor de explicar. O Porto poderia ter ganho por números ainda mais históricos e expressivos, mas aos 70min de jogo o senhor (porque para professor a sua didáctica sempre foi questionável) desistia do ataque e deu ao Atlético a permissão de se esticar no terreno e procurar o tento de honra.
É lamentável a sua falta de ambição, o seu discurso conformista e pouco audaz, nada condizente com a nossa realidade e conquistas. Este Porto, como já referi, é um Porto de serviços mínimos, que pouco satisfaz um fervoroso adepto habituado a um Porto com espírito lutador e de garra, bem à imagem do povo da Invicta. Não defraude mais as expectativas. Se fosse a si, o meu lugar estaria à disposição depois deste paupérrimo jogo na Luz. Siga o conselho de Bento, que advogou ter estado no Sporting meses a mais, e evite estar já há mais de um ano a regredir uma equipa que merece mais do que um treinador medíocre e medroso.

sábado, 31 de outubro de 2009

Braga dá show na Pedreira


Aos 7minutos de jogo Hugo Viana já tinha justificado o preço (para lá de exorbitante) dos bilhetes que os amantes de futebol pagaram para ver o escaldante jogo de líderes, Sp Braga - SLB. Um golão de livre directo, num remate potente, com conta, peso e medida, que entrou no ângulo da baliza de um atónito Quim.
Como já tinha escrito no Midnight Telegraph recentemente, este Braga provou que o Benfica não é invencível, e mais, devolveu à terra milhões de encarnados que pensavam numa época sem parelha de opositores. 
O segredo deste Braga passou por um meio campo super personalizado, com Vandinho, Mossoró e Hugo Viana a pontificarem exibições de alto nível. A posse de bola e a circulação fluída foi o segredo para baralhar o Benfica, sem Jesus a conseguir qualquer antídoto sagrado.
Tristes foram os episódios registados ao intervalo, no túnel de acesso aos balneários, com cenas pouco dignificantes e pouco condizentes com o bom espectáculo que se viu em Braga. Leone e Cardozo acabaram expulsos, o que resultou numa 2ª parte aberta, onde o Benfica segurou as rédeas do jogo. Acabou derrotado com um golo de Paulo César, a sentenciar mais uma boa partida dos arsenalistas na Liga Sagres.
Obviamente, o Braga veio infirmar as suas credenciais de candidato ao título.
Jesus, no flash interview, disse que sempre considerou o Braga como candidato. Engraçado quando se tenta justificar vicissitudes da sua equipa com uma equipa que considera candidata, mas que, à bem pouco tempo, dizia que a equipa eliminada para a Liga Europa, pelo Elfsborg, não era o "seu Braga", retomando o tema semanas depois ao argumentar que a equipa de Domingos Paciência tinha o seu cunho pessoal, e onde a diferença se limitava à inclusão de Hugo Viana. E que diferença ele fez, Jesus que o diga no jogo do hoje.
O Braga está de parabéns, a Liga Sagres tem mais um candidato à conquista do título de campeão.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Benfica sempre a carburar... Até quando?



Benfica 6 - 1 Nacional da Madeira. Novo jogo, nova goleada.
Confesso que apenas me rendi ao Benfica de Jesus após a goleada ao Everton. "Chapa 5" aos toffies é um registo de enorme louvor, dada engrenagem mostrada pela maquinaria vermelha, mas também por ser a maior goleada de sempre imposta por equipas portuguesas às congéneres inglesas.
Ok, Di Maria está brilhante, Saviola com o perfume de outros tempos,  Aimar mágico a definir jogadas,  Cardozo cada vez mais letal (mesmo em penalty´s duvidosos) e até Fabio Coentrão joga com 3pulmões a defesa esquerdo. Normalmente pedaladas desta magnitude não se mantêm, e os tropeções serão inevitáveis. Ao contrário dos jornalistas da Renascença que arguiram, durante o relato radiofónico deste jogo, a imbatibilidade do SLB nesta fase de competição, para mim o Benfica não é invencível Detém um futebol vistoso, jogadores em pico de forma mas com o evoluir dos tempos e com os ritmos de competição o plantel encarnado acabará por perder speed.
O jogo com o Braga será o jogo que (já) decidirá muito do desenrolar do campeonato.



P.S. Sr. Jesualdo, a plateia do Dragão não é feita de gente tão cobarde como o senhor, pelo contrário. Este FCP é uma equipa de mínimos garantidos: vitórias magras, exibições fracas e alguns rendimentos individuais miseráveis. Chega da dieta light, queremos um Porto "à Porto". O de Mourinho era um bom exemplo.